Xala
Às vésperas da independência do Senegal, o país comemora nas ruas, mas o poder econômico colonial ainda controla o governo. O empresário El Hadji Aboucader Beye aproveita sua posição para enriquecer e desvia 100 toneladas de arroz enquanto se prepara para celebrar seu terceiro casamento. Na noite das bodas, porém, é acometido por uma misteriosa impotência. Convencido de que foi vítima de uma maldição, El Hadji procura desesperadamente uma cura sem perceber que sua própria corrupção pode estar na origem de sua ruína.
Com humor ácido e uma boa dose de sátira, Sembène transforma "Xala" em uma crítica mordaz à elite africana que assume o poder sem romper com as estruturas coloniais, expondo as contradições de uma sociedade recém-independente.
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